domingo, 3 de maio de 2009

projeto 6

Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Departamento de Comunicação Social



Técnicas de leitura
para apresentação de textos jornalísticos





GUIA DE ESTUDO

Prof. Adriano Gomes











Natal-RN
2003
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Departamento de Comunicação Social

Técnicas de leitura

1) A VOZ
O ser humano pré-histórico exprimia-se por sons e gestos. Com o desenvolvimento da inteligência descobriu que os sons que emitia inconscientemente num esforço, na luta ou na dor, serviriam para exteriorizar seus sentimentos. Dava a voz um poder sobrenatural, pois era um meio de comunicação com os espíritos, a quem atribuíam todas as paixões humanas: cólera, vingança, bondade, que julgavam afastar ou atrair com a prática das magias orais. Utilizamos o aparelho fonador quando cantamos ou falamos (vias respiratórias, boca, “cordas” vocais, laringe, pulmões, coração e diafragma).
A respiração é o principal mecanismo biológico na produção da voz. Os pulmões produzem o ar, indispensável ä produção do som vocal. As suas fases para o fenômeno da respiração são as seguintes:
1) Inspiração - Entrada do ar para os pulmões, através das fossas nasais (o nariz)
2) Expiração - Saída do ar dos pulmõesa. À medida que o ar vai saindo dos pulmões, as pregas vocais (dobras membranosas que se acham na laringe) contraem-se ou afrouxam-se emitindo sons, subordinados esses a um comando cerebral. A boca e as fossas nasais agem como caixas de ressonância.

2) RESPIRAÇÃO:
O primeiro cuidado que se deve tomar para que a voz adquira a qualidade desejada é respirar corretamente. Existe, normalmente, a falta de sincronia fono-respiratória, o que prejudica sensivelmente a fabricação da voz mais adequada. Algumas pessoas falam quando ainda estão inspirando ou continuam a falar quando o ar praticamente já
terminou. Assim, não há aproveitamento do ar.
2.1) A RESPIRAÇÃO DIAFRAGMÁTICA:
O processo de respiração diafragmática ocorre da seguinte forma: a cavidade abdominal e a cavidade toráxica são separadas pelo diafragma – músculo transversal que está situado no corpo em forma de cúpula. Quando inspiramos, o diafragma abaixa-se e a cavidade toráxica aumenta. Com este movimento, os pulmões reagem como dois foles, dilatando-se, o que provoca uma instantânea rarefação do ar, mas até o fim da inspiração, os pulmões estão novamente repletos. Na expiração, o diafragma eleva-se e os pulmões contraem-se, expelindo o ar.
3) ANATOMIA E FISIOLOGIA DO APARELHO FONADOR:
3.1) Sistema fonador:
- Boca
- Língua
- Faringe
- Laringe
- Traquéia
3.2) Sistemas interdependentes:
- Respiratório (passagem do ar)
- Pulmonar (emissão do ar)
- Buco-maxilo-facial (articulação)
- Sistema nervoso central e periférico

3.3) Diafragma:
É um grande músculo transversal que tem a forma de abóbada e que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. É constituído de fibras musculares que se fixam na base da caixa torácica. Os pulmões e o coração apoiam-se sobre a sua face superior; sob a face inferior estão o fígado, estômago, rins e intestinos. No momento da inspiração, o diafragma contrai-se e sua abóbada perde a curvatura, voltando à sua posição inicial na expiração.









4) DICÇÃO:
A dicção é a pronúncia dos sons das palavras. A deficiência na dicção é quase sempre provocada por negligência. É costume quase generalizado omitir os R e os S no final das palavras. Um exercício útil para melhorar a dicção é fazer leitura em voz alta.
 Para falar melhor:

1 - Ênfase - É a energia da fala, a vitalidade das palavras faladas. A colocação correta da sílaba tônica é o primeiro passo na ênfase, porque a força e a vida das palavras estão na sua tônica. Assim como a palavra tem a sua sílaba tônica, em uma frase existem palavras que exigem maior ênfase ao serem enunciadas.
2 - Entonação - É a música da linguagem. Cada palavra tem a sua entonação certa, sugerida pelo seu significado. A variedade melódica da entonação tem por finalidade facilitar a compreensão.
3 - Pronúncia - É a articulação que dá claridade e nitidez ä palavra. A boa articulação faz ressaltar todas as qualidades da voz. Elementos fundamentais: vogais + consoantes + sílabas.
Obs. 1 - Uma pronúncia defeituosa advém de razões físicas e psicológicas. A voz determina a própria personalidade de quem fala. Se estamos alegres, tristes, apressados, seguros, etc.
A primeira identificação desse comportamento é transmitida pela voz.
Obs. 2 Para uma boa dicção é preciso aprender a técnica do ato respiratório: inspiração - pausa - expiração.
5) VELOCIDADE:
Outra dúvida que surge é quanto a velocidade correta a ser empregada na fala: rápida, muito rápida, lenta, muito lenta. Cada orador e cada assunto terão sua velocidade própria, dependerão da capacidade de respiração, da emoção, da clareza da pronúncia e da mensagem transmitida. Alguém dizendo: passou rápido como a luz, é evidente que a velocidade será maior que a normal.
6) EXPRESSIVIDADE DA FALA
Além desses aspectos, é bom atentar para a expressividade dedicada às palavras dentro da frase. Cada palavra possui uma ou mais sílabas importantes, assim como cada frase possui uma ou mais palavras mais importantes dentro da pronúncia mais ou menos acentuada dessas sílabas ou palavras, a mensagem poderá ser outra, Assim, podemos dizer: sábia, sabia e sabiá.
7) ALTURA E INTENSIDADE:
É preciso também exercitar e variar a intensidade da voz.: forte ou faca. A voz precisa encontrar a altura adequada – aguda ou grave – para não irritar os ouvintes. A voz é o veículo fundamental no transporte da mensagem e que, portanto, requer cuidado para não prejudicar a comunicação.

Técnicas de leitura oral
MANCHETES

1) ESCALADA DO MEDO. TROPAS AMERICANAS ABREM FOGO CONTRA CIVIS NO IRAQUE.
2) E NA NOSSA GUERRA DIÁRIA... A QUEM RECORRER QUANDO A DROGA TORNA-SE A PRINCIPAL PARCEIRA DOS FILHOS.
3) POPÓ ATINGE O PESO IDEAL PARA TENTAR UNIFICAR OS TÍTULOS EM CHICAGO.
4) O ASSASSINATO QUE CHOCOU OS AMERICANOS COMEÇA A SER ESCLARECIDO COM A PRISÃO DO MARIDO DA VÍTIMA.

5) CARGA PESADA. TRABALHADORES SOFREM DO ESTRESSE PÓS FERIADO. SERÁ QUE É POSSÍVEL ENTRAR NA ROTINA SEM SOFRIMENTO?

6) ELE, DE NOVO. O TOMATE É MAIS UMA VEZ RESPONSÁVEL PELA ALTA DA INFLAÇÃO - E A QUEDA DOS JUROS É IMPROVÁVEL.

7) SAFRA DE OURO. A RIQUEZA DA SOJA TRANSFORMA PRODUTORES NOS NOVOS MILIONÁRIOS DO CAMPO. VEJA AGORA NO JORNAL DA GLOBO.

8) FISCAIS DO RIO DE JANEIRO ACUSADOS DE CORRUPÇÃO VÃO PASSAR A NOITE NA CADEIA.
9) MOMENTOS DRAMÁTICOS NUMA PENITENCIÁRIA DE MINAS. PRESOS REBELADOS AMEAÇAM MATAR REFÉNS.
10) O PREÇO DO PESO: QUARENTA POR CENTO DOS BRASILEIROS ESTÃO ACIMA DO PESO E JÁ CUSTAM MAIS DE UM BILHÃO DE REAIS AOS COFRES PÚBLICOS
11) TUBARÕES ATACAM NO RECIFE E ATLETA TEM PARTE DA PERNA DILACERADA.

12) PROCURA-SE UM PATRÃO. CIDADE DE DESEMPREGADOS SE OFERECE COMO MÃO-DE-OBRA EM CLASSIFICADOS E NA INTERNET.

13) UM ROSTO NOVO EM FOLHA. COMO SERIA A FACE DE SADDAM HUSSEIN, CASO ELE SE SUBMETESSE A UMA CIRURGIA PLÁSTICA? DAQUI A POUCO, NO JORNAL DA GLOBO.

14) DOR NO BOLSO. PLANO DE SAÚDE SOBE QUASE 9,5% A PARTIR DE MAIO.

15) TRISTE HISTÓRIA. CORPOS DE MULHER E BEBÊ ENCONTRADOS NUMA PRAIA PODEM DESVENDAR O MISTÉRIO QUE COMOVEU OS ESTADOS UNIDOS
(MANCHETES DE “O JORNAL DA GLOBO”)


TÉCNICAS DE LEITURA ORAL

FRASES PARA INTERPRETAÇÃO

O que era aquilo, meu Deus? Quero ver! Deixa de ser chato! Ah, é assim? Não interessa! Vem cá! Ah, bom! Eu me saí bem, não? Ei! Que negócio é este? Puxa, que transformação! Está quase perfeito... Você é tão inteligente! A senhora me dá licença? Então, aceita? É mesmo? Mas isto é maravilhoso! Ele fala francês? Não vejo necessidade... Que é que você acha? Não importa que lhe faça algumas perguntas? Não pode ser outra coisa! Fica bem assim? Se eu tivesse o dinheiro... Como agir, então? Pra criar problemas? Isso ele disse... E a verdade? Mas por que iria ele fazer tal coisa? Meu amigo, do que se trata? Fez boa viagem? Jóias? Para que eu quero jóias? Seguí-los para onde? Isso é pura idiotice! O que você faria em meu lugar? Saia, já disse! Tem alguém em casa? Então!... Você nunca se importou comigo! Espere...quem é você? Que lugar tenebroso! Você está bem mesmo? Outra vez? Oh, meu Deus! O quê? Puxa, desculpe! Afinal, que espécie de pai é o senhor? Entre! Você está bêbado? Minha nossa! Oh, não! Que é que ele tem? Coitadinho....Isso não se faz! Que boas notícias! Vamos almoçar? Sabe o que eu disse? Há quanto tempo! Que foi? Acordei você? Não seja infantil! E então? Você vai aceitar? Acho bom! Bobagem! Você?? Como? É um louco! E se eu não conseguir? É a vida! Qual é? Estás a fim de quê? Você não pode falar assim! Quem vem para jantar? Não admito ofensas! Você vai demorar muito? Incrível...! Como dorme... Parece uma eternidade! É grave? Nunca pensei que ele fosse tão grosseiro! Posso dizer uma coisa? Eu te amo...Logo depois...Eles quem? Qual é a idéia? Já escreveu alguma coisa inteligível? Pronto! Vai começar tudo de novo... Será que ela não se cansa de ficar nessa apatia? Quero ver isso! Sim senhor!.... Estou com uma fome!... Posso espiar? Acho que já sei do que se trata! Eu não lhe disse? O que foi que ele disse? Eu não ouvi. Não vou ouvir mais nada, vou é sair! Você vai me ouvir até o fim... Volte já aqui! Vou para fora, fora, fora! Pare com esses gritos! Será que você ficou louco de repente? Fiquei sim. O que é que você tem, seu... idiota? Eu não tenho nada, está ouvindo? Fale mais baixo! Meu Deus, que frio medonho...! Então? Fale de uma vez! Isto por acaso lhe pertence? Sim, é meu. Não diga! Que novidade é essa? É seu por que? Como “por que”? Acho que você não compreendeu bem... Desde quando isso lhe pertence? Como “desde quando”? Desde sempre! Ah! Isso é que não... Pare com isso! E não grite! O que foi que houve? Por que estão gritando? Você é um intrigante! O que? Eu, um intrigante?? Cale-se! In-tri-gan-te! Puxa, que alívio... Quem lhe botou esta idéia na cabeça? Você conhece aquela rua? Heim?... O que? ... Desculpe estava falando comigo? Bem... eu... acho que sim... Deixa eu ver... Ah, conheço sim! Que coisa! Que coisa...O que? É revoltante! É... horrível! O que é que você acha? Eu... não sei... não sei mesmo! Por que você não me contou tudo isso? Eu não entendi nada. Mentira!! Não, não é mentira! Não quero ouvir mais nada, pronto!

Adaptado do curso de Impostação de Voz (Prof.ª Graziella de Salerno)
Técnicas de leitura oral

EXERCÍCIO DE VOZ E DICÇÃO

Variar as inflexões das frases seguintes, de acordo com o sentimento sugerido:

Orgulho Quem manda aqui sou eu!
Humildade Quem sou eu ao seu lado...
Revolta Isto não fica assim!
Cólera Sai da minha frente!
Reflexão Vamos ponderar...
Excitação Vamos depressa!
Calma Tem tempo, já vou...
Aversão Não suporto esse cheiro.
Castigo O senhor está preso!
Perdão Por essa vez, vai em paz.
Alvoroço Incêndio! Fujam rápido!
Tranqüilidade É boato...
Desejo Quero morrer na minha terra...
Renúncia Partirei em paz.
Angústia O médico não chega!!...
Alívio Graças a Deus...
Respeito Receba as minhas homenagens
Desprezo Você não sabe o que diz...
Amor Como te quero, amor!
Ódio Maldito sejas pelo ideal perdido
Alegria Como estou contente!
Tristeza Que coração magoado...
Comando Silêncio!
Pedido Por favor, silêncio...
Admiração Que maravilha!
Horror Que cena deprimente.
Remorso Como lastimo o mal que fiz...
Inconsciência O que está feito, está feito.
Espanto Onde é que você andou??
Indiferença Já esperava por você...
Promessa Terás um bom prêmio.
Ameaça Se não estudar, será reprovado!
Triunfo Meu time venceu!
Derrota Perdemos...
Altruísmo Tudo o que é meu é seu.
Egoísmo Ganhei com o meu suor
Impolidez Espere lá fora!
Polidez Faça o favor de entrar, seja bem vindo.



EXERCÍCIO COM DITONGOS, TRITONGOS E HIATOS


Ler soletrando cada vogal antes de juntá-las em palavras.

/ AI / - A gaita do pai de Adelaide está embaixo da caixa.
/ ÃI / - A faina de debulhar paina dá cãibras.
/ EU / - O apedeuta plebeu leu com fleuma no Ateneu.
/ ÉU / - Leléu fez um escarcéu por causa do chapéu do réu.
/ IU / - Titio viu quem caiu, riu e fugiu.
/ OI / - O doido afoito comeu de noite dezoito biscoitos.
/ OU / - O roubo do tesouro numa trouxa de couro.
/ UI / - Fui colher flores ruivas e azuis nos pauis.
/ ÃE / - Os cães da mãe dos capitães levam-lhe pães.
/ ÃO / - O cristão leva no gibão lição e pão.
/ ÕE / - Põe os botões nos cordões sobre os corações.
/ UI / - As fuinhas são ruins e causam muito prejuízo.
/ EM / - Ninguém vem a Belém sem vintém.
/ UA / - Quatro guardas esquálidos aguardavam a esquadra.
/ UO / - O quorum pagará uma quota quotidiana.
/ UO / - O contínuo do Frutuoso é impetuoso.
/ UA / - Enquanto os guanacás guampeiam os guanas comem guandos.
/ ÜE / - O delinqüente agüentará dois qüinqüênios seqüentes.
/ ÜE / - O seqüestro de uma seqüela de rastaqüeras.
/ IA / - O pária não vê as glórias da pátria.

EXERCÍCIO DE RITMO

CRAVO CAVO CAVO CRAVO
CLAVE CAVE CAVE CLAVE
CLAVE CAVO CRAVO CAVE
CAVE CRAVO CLAVE CAVO

PORTA POTRA POTRA PORTA
PARTO PRATO PRATO PARTO
PARTO PORTA POTRA PRATO
PARTO PRATO PORTA POTRA

PROLE PÓLEN PÓLEN PROLE
PLOTA PORTA PORTA PLOTA
PROLE PLOTA PLOTA PROLE
PROLE PÓLEN PLOTA PORTA

PLEBE POVO POVO PLEBE
PROVA PARA PARA PROVA
PROVA PLEBE PARA POVO
POVO PROVA PARA PLEBE

GROTA GRETA GRETA GROTA
FRESCA FRIA FRIA FRESCA
GROTA FRESCA GRETA FRIA
FRIA GROTA FRESCA GRETA

BRUNA BANDA BANDA BRUNA
SACO SACRO SACRO SACO
BANDA SACRO SACO BRUNA
BRUNA SACO SACRO BANDA

CROSTA CASCA CASCA CROSTA
COBRE CLORO CLORO COBRE
CROSTA CLORO CASCA COBRE
CLORO COBRE CASCA CLARA

LIVRO LITRO LAVRO LAVO
LAVO LITRO LAVRO LIVRO
LITRO LAVRO LAVO LIVRO
LAVRO LAVO LIVRO LITRO

MAGA MAGRA MAGRA MAGA
MARTE MATRE MATRE MARTE
MAGRA MATRE MARTE MAGA
MATRE MAGA MARTE MAGRA


MESCLA MECHA MECHA MESCLA
MECHA MESCLA MESCLA MECHA
MESCLA MECHA FLECHA FRESTA
FRESTA MESCLA FLECHA MESCLA

CRAQUE DRIBLA DRIBLA CRAQUE
COBRA BRILHA CRAQUE DRIBLA
BRILHA DRIBLA CRAQUE COBRA
DRIBLA COBRA BRILHA CRAQUE

BRUXA BLUSA BRUSCA BLOCO
BLUSA BRUXA BLOCO BRUSCA
BRUSCA BLOCO BRUXA BLUSA
BLOCO BRUXA BLUSA BRUXA

GLOMO GROSA GOMO GROTA
GOMO GROTA GLOMO GOMO
GROTA GLOMO GOMO GROSA
GROSA GOMO GLOMO GROTA

EXERCÍCIO EM EIRO


ABACATEIRO- ABELHEIRO- ABRICOTEIRO- AÇAFREIRO- AÇOUGUEIRO- AÇUCAREIRO- ADEGUEIRO- AGOUREIRO- AGUACEIRO- AGUILHOEIRO- ALAMBIQUEIRO- ALCOVITEIRO- ALFANDEGUEIRO- ALFINETEIRO- ALGODOEIRO- ALMISCADEIRO- ALMISCAREIRO- ALTANEIRO- ALVENEIRO- ARGOLEIRO- ARTILHEIRO- ATABAQUEIRO- ATOLEIRO- BADERNEIRO- BAGACEIRO- BAGATELEIRO- BALEEIRO- BALEIRO- BANANEIRO- BANDOLEIRO- BANHEIRO- BANQUEIRO- BARATEIRO- BARBEIRO- BARQUIERO- BATUQUIRO- BEIJOQUEIRO- BERREIRO- BICHEIRO- BILHETEIRO- BIROSQUEIRO- BOMBERDEIRO- BOMBEIRO- BORRACHEIRO- BRASEIRO- BREJEIRO- BRIGADEIRO- CABELEIREIRO- CARNEIRO- CABREIRO- CACAUZEIRO- CACHACEIRO- CADEREIRO- CAFEEIRO- CAIXEIRO- CAJAZEIRO- CAJUEIRO- CALOTEIRO- CALUNGUEIRO- CAMISEIRO- CAMINHEIRO- CANOEIRO- CAPANGUEIRO- CARRETEIRO- CARROCEIRO- CAVALHEIRO- CAVALEIRO- CATINGUEIRO- CATIVEIRO- CARNEIRO- CERVEJEIRO- CHAVEIRO- CHEIRO- CHINELEIRO- CHIQUEIRO- COMPENHEIRO- CONFEITEIRO- CONSELHEIRO- COPEIRO-COQUEIRO- CORDEIRO- CORRIQEIRO- COSTUMEIRO- COSTUREIRO- COVEIRO- COZINHEIRO-CRUZEIRO-DERRADEIRO- DESFILADEIRO- DESPENHEDEIRO- ENFERMEIRO- ENFERMEIRO- ENGENHEIRO- FAROFEIRO – JANEIRO – LIMOEIRO – LANTERNEIRO – PANDEIRO.


FRASES COM /EI/

Loureiro era goleiro do Cruzeiro e frangueiro costumeiro. O mandingueiro macumbeiro rezava cobreiro. O leiteiro era barateiro, mas o padeiro era caloteiro. Pinheiro contava dinheiro com açougueiro mexeriqueiro. O cozinheiro disse ao escudeiro que o costureiro era alcoviteiro. O beijoqueiro esqueceu o chaveiro com o bicheiro. Monteiro era bombeiro, borracheiro e cachaceiro. O carneiro saiu no aguaceiro e caiu no atoleiro perto do despenhadeiro. O joalheiro mineiro ganhou um faqueiro do amigo engenheiro. O marinheiro tomou lombrigueiro e ligeiro correu para o banheiro.

EXERCÍCIO EM (SS)


Altíssimo e audacíssimo generalíssimo
Rebeldíssimo, ferocíssimo, crudelíssimo
Muitíssimo amicíssimo do juveníssimo
Rapacíssimo baixíssimo gaguíssimo.

Cortesíssimo cristianíssimo sagacíssimo
Pertinacíssimo sapientíssimo singularíssimo
Utilíssimo ao nobrísssimo e sobrerbísssimo
Procacísssimo vadiíssimo pugnacíssimo.

Felicíssimo afabilíssimo beneficentíssimo
Benevolentísssimo habilíssimo capacíssimo
Loquacíssimo prodigalíssimo nobilíssimo
Notabilíssimo sensibilíssimo saníssimo.

Simplicíssimo tenacíssimo terribilíssimo
Soberbíssimo vivacíssimo voracíssimo
Sozissímo salacíssimo serísssimo
Singularíssimo propríssimo rusticíssimo

Aeríssimo agilíssimo agradabilíssimo
Agudíssimo amarguíssimo antiquíssimo
Asperíssimo atrocíssimo alegríssimo
Apressadíssimo afoitíssimo aflitíssimo.

Boníssimo brevíssimo comuníssimo
Credibilíssimo descortesíssimo diviníssimo
Dulcíssimo docílimo eficacíssimo
Exemplaríssimo facilíssimo falacíssimo.

Indelebilíssimo fidelíssimo fraquíssimo
Frigidíssimo grandecíssimo humildíssimo
Imensíssimo incredibilíssimo infinitíssimo
I Ibnimicíssimo irregularíssimo magnificentíssimo

TERAPIA ARTICULATÓRIA

1ª bateria

BA CA DA FA GA JA LA MA NA PA QUA RA SA TA VA XA ZA
BE CE DE FE GE JE LE ME NE PE QUE RE SE TE VE XE ZE
BI CI DI FI GI JI LI MI NI PI KI RI SI TI VI XI ZI
BO CO DO FO GO JO LO MO NO PO KO RO SO TO VO XO ZO
BU CU DU FU GU JU LU MU NU PU KU RU SU TU VU XU ZU

2ª bateria

BA CÉ DÊ FI GO JÔ LU MA NÉ PÊ QUI RO SÔ TU VA XÉZÊ
BÉ CÊ DI FO GÔ JU LA MÉ NÊ PI QUO RO SU TA VÉ XÉZÊ
BÊ CI DO FÔ GU JA LÉ MÊ NI PO QUO RU SA TÉ VÊ XIZO
BI CO DÔ FA GÉ JÊ LI MO NO PU QUA RÉ SÊ TI VO XÔ ZU
BÔ CU DA FÉ GÊ JÊ LI MO NÔ PU QUA RÉ SE TI VÔ XÔ ZU
BU CA DÉ FÊ GI JO LÔ MU NA PÉ QUÊ RI SO TO VU XA ZÊ


3ª bateria

AI AU EI ÉU ÊU IO IU ÓI ÔI UI UA ÁE ÃO ÕE UAN UEN
PAI CAI NAU PAU PAI NÉS TONÉIS REI VÉU VÊ SEU MEU
ASSOBIO RIO FUGIU SUMIU HERÓI FOI POIS MOURO
RUI RUIVO ÁGUA GUARDA MÁE CÃO ORGÃO PÔE QUANDO RUIM

4ª bateria

AI BAI CAI DAÍ FAI CAI JAI LAI MAI NAI PAI QUAI RAI SAI TAI VAI XAI SAI
EI BEI CEI DEI FEI QUEI JEI LEI MEI NEI PEI QUEI REI SEI TEI VAI XAI ZEI
OI BOI COI DOI FOI GOI JOI LOI MOI NOI POI QUOI ROI SOI TOI VOI XOI ZOI
UI BUI QUI DUI FUI GUI JUI LUI MUI NUI PUI QUI RUI SUI TUI VUI XUI ZUI

5ª bateria

ÁO BÃO CÁO DÃO FÁO GÃO JÁO LÃO MÁES NÃO PÁO QUÃO RÁO SÃO TÁO VÃO XÁO ZÃO ZÁOS AÕES
AU BAU CAU DAU FAU GAU JAU LAU MAU NAU PAU QUAU RAU SAU TAU VAU XAU ZAU
EU BEU CEU DEU FEU GEU JEU LEU MEU NEU PEU QUEU REU SEU TEU VEU XEU ZEU

OU BOU COU DOU FOI GOI JOI LOU MOU NOU POU QUEU POU SOU TOU VEU XOU ZOU

6ª bateria

AR BAR CAR DAR FAR GAR JAR LAR MAR NAR PAR QUAR RAR SAR TAR VAR XAR ZAR
ER BER CER DER FER GER JER LER MER NER PER QUER RER SER TER VER XER ZER
IR BIR CIR DIR FIR GIR JIR LIR MIR NIR PIR QUIR RIR SIR TIR VIR XIR ZIR
OR BOR COR DOR FOR GOR JOR LOR MOR NOR POR QUOR ROR SOR TOR VOR XOR ZOR
UR BUR CUR DUR FUR GUR JUR LUR MUR NUR PUR QUE RUR SUR TUR VUR XUR ZUR

7ª bateria
AL BAL CAL DAL FAL GAL JAL LAL MAL NAL PAL QUAL RAL SAL TAL VAL XAL ZAL
EL BEL CEL DEL FEL GEL JEL LEL MEL NEL PEL QUEL REL SEL TEL VEL XEL ZEL
IL BIL CIL DIL FIL GIL JIL LIL MIL NIL PIL QUIL RIL SIL TIL VIL XIL ZIL
OL BOL COL DOL FOL GOL JOL LOL MOL NOL POL QUOL ROL SOL TOL VOL XOL ZOL
UL BUL CUL DUL FUL GUL JUL LUL MUL NUL PUL QUL RUL SUL TUL VUL XUL ZUL

8ª bateria

AS BAS CAS DAS FAS GAS JAS LAS MAS NAS PAS QUAS RAS SAS TAS VAS XAS ZAS
ES BES CES DES FES GES JES LES MES NES PES QUES RES SES TES VES XES ZES
IS BIS CIS DIS FIS GIS JIS LIS MIS NIS PIS QUIS RIS SIS TIS VIS XIS ZIS
OS BOS COS DOS FOS GOS JOS LOS MOS NOS POS QUOS ROS SOS TOS VOS XOS ZOS
US BUS CUS DUS FUS GUS JUS LUS MUS NUS PUS QUS RUS SUS TUS VUS XUS ZUS

9ª bateria

AN BAN CAN DAN FAN GAN JAN LAN MAN NAN PAN QUAN RAN SAN TAN VAN XAN ZAN
EN BEN CEN DEN FEN GEN JEN LEN MEN NEN PEN QUEN REN SEN TEN VEN XEN ZEN
IN BIN CIN DIN FIN GIN JIN LIN MIN NIN PIN QUIN RIN SIN TIN VIN XIN ZIN
ON BON CON DON FON GON JON LON MON NON PON QUON RON SON TON VON XON ZON
UN BUN CUN DUN FUN GUN JUN LUN MUN NUN PUN QUN RUN SUN TUN VUN XUN ZUN


Grupo com R e com L.

TA DA LA DLA DLA DNA DNA DRA
TE DE LE DLE DLE DLE DNE DRE
TI DI LI DILI DLI DINE DNI DRI
TO DO LO DLO DLO DNO DNO DRO
TU DU LU DLU DLU DNU DNU DRU

TAN DAN LAN DLAN DLAN DNAN DNAN DRAN
TEN DEN LEN DLEN DLEN DLEN DNEN DREN
TIN DIN LIN DILIN DLIN DINEN DNIN DRIN
TON DON LON DLON DLON DNON DNON DRON
TUN DUN LUN DLUN DLUN DNUN DNUN DRUN

FARA FARA FARA FRA FRA FRA FALA FALA FALA FLA FLA FLA
BARA BARA BARA BRA BRA BRA BALA BALA BALA BLA BLA BLA
CARA CARA CARA CRA CRA CRA CALA CALA CALA CLA CLA CLA
DARA DARA DARA DRA DRA DRA DALA DALA DALA DLA DLA DLA
TARA TARA TARA TRA TRA TRA TALA TALA TALA TLA TLA TLA

BRA CRA DRA FRA GRA PRA TRA VRA
BRE CRE DRE FRE GRE PRE TRE VRE
BRI CRI DRI FRI GRI PRI TRI VRI
BRO CRO DRO FRO GRO PRO TRO VRO
BRU CRU DRU FRU GRU PRU TRU VRU


BLA CLA DLA FLA GLA PLA TLA
BLE CLE DLE FLE GLE PLE TLE
BLI CLI DLI FLI GLI PLI TLI
BLO CLO DLO FLO GLO PLO TLO
BLU CLU DLU FLU GLU PLU TLU


Bateria de grupos consonantais.

ABDA ADBE ABDÊ ABDI ABDO ABDÔ ABDU
ABJA ABJE ABJÊ ABJI ABJO ABJÔ ABJU
ABLA ABLE ABLÊ ABLI ABLO ABLÔ ABLU
ABNA ABNE ABNÊ ABNI ABNO ABNÔ ABNU
ABRA ABRE ABRÊ ABRI ABRO ABRÔ ABRU
ABSA ABSE ABSÊ ABSI ABSO ABSÔ ABSU
ABSTA ABSTE ABSTÊ ABSTI ABSTO ABSTÔ ABSTU
ABSTRA ABSTRE ABSTRÊ ABSTRI ABSTRO ABSTRÔ ABSTRU
ABVA ABVE ABVÊ ABVI ABVO ABVÔ ABVU
ACLA ACLE ACLÊ ACLI ACLO ACLÔ ACLU
ACNA ACNE ACNÊ ACNI ACNO ACNÔ ACNU
ACRA ACRE ACRÊ ACRI ACRO ACRÔ ACRU
ACTA ACTE ACTÊ ACTI ACTO ACTÔ ACTU
ADJA ADJE ADJÊ ADJI ADJO ADJÔ ADJU
ADMA ADME ADMÊ ADMI ADMO ADMÔ ADMU
ADQUA ADQUE ADQUÊ ADQUI ADQUO ADQUÔ ADQU
ADRA ADRE ADRÊ ADRI ADRO ADRÔ ADRU
ADSTRA ADSTRE ADSTRÊ ADSTRI ADSTRO ADSTRÔ ADSTRU
ADVA ADVE ADVÊ ADVI ADVO ADVÔ ADVU
AFRA AFRE AFRÊ AFRI AFRO AFRÔ AFRU
AFTA AFTE AFTÊ AFTI AFTO AFTÔ AFTU
AGLA AGLE AGLÊ AGLI AGLO AGLÔ AGLU
AGMA AGME AGMÊ AGMI AGMO AGMÔ AGMU
AGRA AGRE AGRÊ AGRI AGRO AGRÔ AGRU
ALBA ALBE ALBÊ ALBI ALBO ALBÔ ALBU
ALCA ALCE ALCÊ ALCI ALCO ALCÔ ALCU
ALDA ALDE ALDÊ ALDI ALDO ALDÔ ALDU
ALFA ALFE ALFÊ ALFI ALFO ALFÔ ALFU
ALGA ALGE ALGÊ ALGI ALGO ALGÔ ALGU
ALJA ALJE ALJÊ ALJI ALJO ALJÔ ALJU
ALMA ALME ALMÊ ALMI ALMO ALMÔ ALMU
ALPA ALPE ALPÊ ALPI ALPO ALPÔ ALPU
ALRA ALRE ALRÊ ALRI ALRO ALRÔ ALRU
ALVA ALVE ALVÊ ALVI ALVO ALVÔ ALVU
AMNA AMNE AMNÊ AMNI AMNO AMNÔ AMNU
APLA APLE APLÊ APLI APLO APLÔ APLU
APNA APNE APNÊ APNI APNO APNÔ APNU
ARCA ARCE ARCÊ ARCI ARCO ARCÔ ARCU
ARDA ARDE ARDÊ ARDI ARDO ARDÔ ARDU
ARFA ARFE ARFÊ ARFI ARFO ARFÔ ARFU
ARGA ARGE ARGÊ ARGI ARGO ARGÔ ARGU
ARLA ARLE ARLÊ ARLI ARLO ARLÔ ARLU
ARPA ARPE ARPÊ ARPI ARPO ARPÔ ARPU
ARVA ARVE ARVÊ ARVI ARVO ARVÔ ARVU
ASPA ASPE ASPÊ ASPI ASPO ASPÔ ASPU
ASTA ASTE ASTÊ ASTI ASTO ASTÔ ASTU
ATLA ATLE ATLÊ ATLI ATLO ATLÔ ATLU
ATNA ATNE ATNÊ ATNI ATNO ATNÔ ATNU
ATMA ATME ATMÊ ATMI ATMO ATMÔ ATMU
ATRA ATRE ATRÊ ATRI ATRO ATRÔ ATRU
Articulação com travalíngua:

1) Em cima daquele morro tem uma arara loura. A arara loura fala. Fala, arara loura!
2) O tigre estraga o trigo, tire o tigre do trigal.
3) Um tigre, dois tigres, três tigres me intrigam.
4) A aranha arranha o jarro. O jarro arranha a aranha
5) O pinto pia, a pipa pinga. Quanto mais o pinto pia mais a pipa pinga.
6) O peito do pé de Pedro é preto. É preto o peito do pé de Pedro.

projeto 5

Ritmo e Leitura no Rádio



Falar ou ler notícias no rádio é algo que, necessariamente, deve-se levar em consideração a Linguagem Radiofônica. As características dessa linguagem podem interferir diretamente na efetivação da comunicação. Portanto, antes de qualquer coisa, é preciso que radialistas, jornalistas e locutores – de um modo geral – tenham domínio sobre a Linguagem Radiofônica.

Dizemos, de uma maneira didática, que a linguagem radiofônica é composta de voz, música, efeitos sonoros e silêncio. Esses componentes atuam isoladamente ou combinados, de acordo com a necessidade. A voz trabalha no campo da consciência e os demais elementos, no inconsciente do ouvinte. O rádio não necessita de atenção exclusiva como a TV e o jornal impresso. O ouvinte pode estar trabalhando, estudando, dirigindo um carro, comendo, caminhado, etc., e mesmo assim poderá estar em contato com ele. O rádio “fala” e, para receber a mensagem, é somente necessário ouvir.

Entretanto, em função dessa mobilidade, não podemos esquecer que o ouvinte de rádio precisa ter sua atenção despertada a todo momento, uma vez que ninguém tem a capacidade de se manter inteiramente voltado para as informações que lhes estão sendo transmitidas.

Essa exigência de atenção constante é uma das mais sérias desvantagens da radiodifusão, principalmente levado-se em conta que as informações veiculadas no rádio podem ser as coisas mais perecíveis do mundo se não tomarmos os cuidados necessários. Uma notícia má irradiada e não bem compreendida não permite a quem escuta ouvi-la novamente. É a chamada fugacidade do rádio.









Em se tratando de fugacidade dois aspectos relevantes devem ser citados:


A inerência da mensagem radiofônica: No rádio há o consumo da mensagem no momento da transmissão. Não há volta a um ponto mal-compeendido.



A obsolescência da informação: A noticia no ar torna-se obsoleta,
simultaneamente à sua transmissão.


O profissional de rádio deve ter em mente que os textos para esse veiculo devem ser produzidos para os ouvidos e não para os olhos. Numa emissão informativa todas as mensagens devem estar condicionadas a um ritmo. O locutor dá a harmonia, usando freqüentemente “separadores musicais” (em geral BG) ou ruídos com efeitos equivalentes aos parágrafos. Todo esse mosaico permite uma variedade que corta a monotonia da linguagem e, simultaneamente, retém a atenção do ouvinte.
Uma dica: ao colocar uma informação no ar, tente causar a sensação de que você está “falando a noticia” e não “lendo a notícia”. Ler a notícia antes de coloca-la no ar gera essa sensação. Discreta inflexão vocal também é interessante no noticiário. Cuidado com exageros, pois você pode comprometer toda a credibilidade da noticia.

projeto 4

1.0 - Breve História da Publicidade no Mundo

Há 2.000 anos.
Marcial (Roma) - faz referência a anúncio de livros.

1597 - Papa Clemente VII - congregação da propaganda para propagar a fé católica.

OBS:
PROPAGANDA - do latim Propagare = plantar enterrando no solo - significa propagação de princípios e teorias; termo utilizado quando se refere a propaganda política, religião, institucional.
PUBLICIDADE - do latim Publicus = o que é público - ato de tornar público um fato, uma idéia; termo utilizado quando se refere a publicidade comercial.

1789 - Revolução Francesa -Prefeito de Paris concede medalha para pregoeiros de jornais. “A publicidade é a salvaguarda do povo”.

1780-1860 - Início da Revolução Industrial

OBS: A publicidade permitiu a criação de mercado de consumos estáveis, pré-requisito para a produção em série de bens de consumo que é o grande feito da Revolução Industrial. A produção em série permitiu a redução do custo unitário destes bens, que puderam assim ser adquiridos pela massa populacional.

Meados dos anos 20: Invenção da televisão.
Final dos anos 40: Transmissão em grande escala.
Anos 60 – 70: Cultura pop e Bill Bernbach
Anos 90: Predomínio da imagem - a imagem irá superar a palavra.









Breve História da Publicidade no Brasil

A partir de 1808 - Advento do jornalismo no Brasil -1°s anúncios na Gazeta do Rio de Janeiro.
1875 - 1ºs anúncios com desenhos e litogravuras.

Final do século XIX
• Reclames para comércio e captura de escravos
• 1°s classificados - página inteira
• 1°s painéis ao ar livre - tapumes de construção (precursores dos outdoors)

1891 - 1ª Agência Brasileira
Empresa de Publicidade e Comércio - faziam a corretagem dos anúncios. A criação ficava a cargo dos jornais.

Década de 20 - Agências estrangeiras - J. Walter Thompson

Década de 30 - Criação da ABP (Assoc. Brasil. de Propaganda)

1°s Redatores - Casimiro de Abreu, Olavo Bilac, Monteiro Lobato.

Década de 40 - Cartazes em bondes, cafés, teatros e estações.

1949 - Fundação da ABAP (Associação Brasileira de Agências de Propaganda).

1952 - 1ª. Escola de Propaganda – MAM

1970 - Passou a Esc. Superior de Propaganda e Marketing

Anos 80 - Criativos assumem agências

Anos 90 - A década do planejamento?

Resumo
Dentro de um contexto histórico, a linguagem publicitária caracteriza-se por refletir a sua época e a sociedade em que ela está inserida.
A grande virada da publicidade aconteceu quando ela deixou de ser informativa e passou a ser persuasiva. Para isso, passou a usar elementos da psicologia e da lingüística.


2.0 - Criação / criatividade e idéia
2.1 - Criatividade
Quando conversamos com publicitários, é sempre unânime a explicação de que a criação acontece a partir de uma intuição. Todos dizem que o Insite acontece, ele não pode ser explicado. Diante disto, podemos dizer que a criação é gerada em um processo inconsciente. Daí a nossa intenção ser exatamente a de trazer estas questões inconscientes para um nível mais real.
KANT (1991; 71) afirma que:
...pela sensibilidade nos são dados objetos e apenas ela nos fornece intuições; pelo entendimento ao invés, os objetos são pensados e eles se originam conceitos. Todo pensamento, contudo, quer diretamente, quer por rodeios, através de certas características, finalmente tem de referir-se a intuições, por conseguinte em nós a sensibilidade, pois de outro modo nenhum pode ser nos dado.

Se uma intuição é algo inato no ser humano, e é a sensibilidade individual que faz despertar para mais ou para menos esta intuição, fica um começo de conversa para verificar como esta sensibilidade pode ser desenvolvida mais conscientemente.

Criação
É comum ouvirmos que o pessoal de criação é, na sua essência, um artista. Entretanto, artista difere do criador de propaganda em alguns aspectos. O artista vive de uma informação difusa, que muitas vezes não exige um processamento racionalizado ou qualquer outra sistematização. Desenvolve um estilo original, individual sem ter preocupação de alcançar objetivos externos, isto é, fora de sua individualidade, do seu “eu” interior. O criador de propaganda trabalha sobre informações definidas, organizadas segmentadas, processadas sob à luz de um raciocínio e sua produção traz um compromisso absoluto de coerência com este material, o qual precisa atender as expectativas coletivas.

Idéia
Uma idéia é uma combinação nova de velhos elementos.
Exs: Gutemberg juntou o carimbo com a prensa de uva e inventou a imprensa. Alguém juntou o teatro com a música e inventou a ópera.
Hutchins juntou o relógio com o alarme e inventou o despertador.
É aquilo que você vê e diz: "Por que eu não pensei nisto antes?”.
Você já conhecia os elementos. Só não tinha juntado as peças.

PENSAR (do latim COGITO = agitar junto)




Invenção
Em qualquer área, acontece pela combinação de idéias.
Pessoas comuns têm idéias criativas diariamente - Porque elas têm acesso a informação!!!!!!!!!!!!

2.2 - Processo criativo na propaganda
Capacidade de dar existência a algo novo, único e original, como solução para um problema ou uma necessidade pessoal.
• PELA INVENÇÃO - associação de elementos
• PELA DESCOBERTA

* KOESTLER: "O ato criativo revela, seleciona, embaralha novamente, combina, sintetiza fatos, faculdades, aptidões já existentes".

ASSOCIAÇAO
1. Por contigüidade - proximidade de elementos.
2. Por semelhança - tartaruga = lentidão.
3. Por sucessão - cadeia de idéias: nuvem = chuva = chão molhado
4. Por contraste - frio: calor, dia: noite.

ESTIMULAÇÃO
1. Brainstorms - grupos para gerar idéias.
2. Centros criativos - Nasa, Olodum.
3. Ambientes culturais - gera fluxo de informações.
4. Trabalho
5. Desprezo por soluções já existentes - inconformismo.
6. Oportunismo - anote as idéias que surgem de repente.

A MENTE CRIATIVA
1. Não segue parâmetros lineares de raciocínio
2. Usa a intuição
3. Descobre relações inesperadas
4. Quebra os paradigmas - regras e modelos estabelecidos.
A PESSOA CRIATIVA
1. Não aprende a criatividade. aprende a desenvolver a que tem.
2. É um não-especialista. Especialista atua em atividades com soluções pré-definidas.
3. Sabe que as idéias existem.


PERSONALIDADE CRIATIVA
1. Independência - autoconfiança, ousadia e iniciativa.
2. Curiosidade - inquietude, questionamento.
3. Flexibilidade - rever valores.
4. Sensibilidade.
5. Leveza - não levar a vida muito a sério.
6. Interesse variado - ler tudo, ir ao cinema, jogar futebol etc.
7. Estética diferenciada - no gosto pessoal.
8. Percepção e valorização do intuitivo

COMPORTAMENTO CRIATIVO
1. Ligar-se. Estar antenado 24 horas.
2. Soltar-se. Não seguir padrões para solucionar problemas.

DIVERTIR-SE AJUDA ACONDICIONAR A MENTE PARA IDÉIAS
1. Humor - cria situações inusitadas a partir de fatos banais.
2. Fazer com prazer é fazer melhor. A diversão ajuda a liberar idéias.

SEJA COMO UMA CRIANÇA
1. A criança ainda não desenvolveu as barreiras e bloqueios do adulto = educação tradicional.
2. Pensa coisas absurdas. Ex: por que os carros não têm tampa de gasolina dos dois lados? Por que os supermercados não fazem fila única?
3. O adulto tende a repetir o que ele já fez ou o que outro já fez da última vez.
4. Para a criança sempre é a primeira vez.
5. Como toda criança. Pergunte muito.
6. Solte-se, quebre as regras quando tiver um problema para resolver.
7. Picasso: "Os computadores são inúteis. Eles só sabem as respostas”.

CONSIGA MAIS INFORMAÇÕES
1. Idéia = combinação velhos elementos.
2. + elementos = + idéias.
3. Acumule conhecimentos gerais.
4. Leitura - Machado de Assis à revista caras.
5. Saia da rotina. A rotina repete as mesmas informações para você. Sair é receber novas informações.
6. Aprenda a diferença entre olhar e a ver.


IDÉIAS EXISTEM
1. Se acha que para um problema só existe uma resposta, pode ser difícil encontrá-la.
2. Se sabe que existem muitas respostas, encontrar uma ou duas é fácil.
3. Você só tem que escolher a mais adequada.
4. As idéias estão "no ar".
5. Procure em todos os lugares - tomando banho, fazendo as unhas etc. etc.

CORAGEM
1. Não deixe suas idéias morrerem por vergonha, timidez, críticas negativas, piadinhas.
2. Aprenda a ver suas idéias recusadas. e crie outras.

INIBIDORES DA CRIATIVIDADE
1. Conformismo
2. Autoritarismo
3. Medo do ridículo
4. Intolerância
5. Valorização da continuidade
6. Medo dos riscos
7. Hostilização às divergências
8. Não-avaliação das idéias
9. Sistemas normativos fechados

PENSE
1. Pense visualmente
2. Pense lateralmente
3. Não coloque limitações que não existem
4. Aprenda a trabalhar com limites concretos.
Ex: tempo e orçamento do trabalho.

O processo de criação publicitária é composto de duas forças:

1. CRIATIVIDADE
2. ADEQUAÇÃO

1. Todos os envolvidos na criação devem julgar e avaliar as idéias à luz da adequação.
2. Renunciar a idéias brilhantes que não resolvem o problema.
3. Aprender a criar idéias acabadas, com o problema de adequação resolvido.


EXERCÍCIO DE ADEQUAÇÃO
• Leia o texto entregue pelo professor e responda a seguinte pergunta:
O QUE VOCE FARA E FALARA QUANDO O CLIENTE DISSER: "EU QUERO UM ANÚNCIO CARETA! EU QUERO VENDER!" ?
.A resposta deverá conter pelo menos um argumento.
.Coloque nome, data e turma no trabalho.
.Use letra de fôrma ou legível.
EXERCÍCIO 2:
1 - Ligue os 9 pontos com 4 retas, sem tirar o lápis do papel.

* * *
* * *
* * *

3.0 - A linguagem publicitária no rádio

Som, música, ruídos, palavras e... Silêncio. É disso que se compõe o suporte de linguagem do Rádio. Aliado a isso, o Rádio tem algumas características que lhe permitiram ganhar espaço e manter-se a frente dos veículos impressos. Mais que isso, essas características lhe permitiram, ainda, sobreviver à concorrência deflagrada com o surgimento da televisão, a princípio, considerada como a causa mortis do meio Rádio.
O rádio utiliza-se apenas do suporte sonoro para transmitir mensagens. Sua linguagem se baseia em códigos próprios. Do lado do emissor, ruídos, palavras que possam decodificadas pelo ouvinte e silêncio. Do outro, o receptor precisa ouvir e usar sua imaginação para compreender a mensagem. "Na verdade o uso de sons através do rádio segue a mesma codificação adotada no cotidiano, quando conversamos pessoalmente ou através do telefone". (Pereira, 1982: 16)

3.1 - Recursos lingüísticos mais freqüentes:
1. FONÉTICOS
a) Sons característicos: sibilância.
Ex: A 1ª faz tcham, a 2ª faz tchum e... tcham, tcham, tcham, tchaaammm.
b) Evocação de ruídos: onomatopéia.
ex: eles blá, blá. blá e nós glub, glub, glub. (outdoor veiculado em são paulo em época de enchente).
c) Motivação sonora: aliteração, assonância.
Ex: Lula-Lá.



2. LÉXICO-SEMÂNTICOS
a) Criação de novos termos
Ex: bebemore com Antártica. Tom bom é tom bom.
b) Mudanças de significado
Ex: cegonha - significando lançamento de produto.
c) Clichês
Ex: mulher sexy para vender lingerie, negócio da china etc.
d) Frases feitas
Ex: solo ano inteiro,
e) Provérbios
Ex: uma andorinha só não faz verão.
f) Sentidos conotativo (figurado) e denotativo (real)
Ex: A Ericsson fez um telefone com tudo em cima. (significando que as teclas estão em cima do telefone).

3. MORFOSSINTÁTICOS

a) GRAFIAS INUSITADAS
Ex: É mais que amor. É amoraço. Todos os caminhos conduzem a Visa. Não dá pra não ler.
b) RELAÇQES NOVAS ENTRE ELEMENTOS
Ex: Só não equipamos o preço (propaganda do Gol). Chocolate no Quilate (propaganda do Chocolate Godiva)
Além de outros recursos como: inversões, elisões, repetições, rima, paralelismo etc.
Os aspectos lingüísticos diferenciam o texto da imagem. A imagem é livre, exótica ou poética. Ao texto cabe o apelo, o argumento.













4.0 - A publicidade no rádio

4.1 - Introdução
Na mídia eletrônica encontramos o rádio como o primeiro e grande meio de comunicação de massa.
Vem de 1920 a primeira licença para a instalação de rádio do Brasil. Mas, segundo Ricardo Ramos - no livro “Do reclame à comunicação" - , a primeira estação regular foi a Rádio Educadora que surgiu em 1927 no Rio.
Daquele início até nossos dias, o rádio passou de estrela a primo pobre. No entanto, o rádio fascina e envolve o ouvinte em maior grau do que a TV.
No rádio a imaginação de cada um é o limite. Criar para o rádio é viver a situação e colocá-la no papel frio e branco. São palavras que irão adquirir vida nas vozes e efeitos de grandes profissionais das produtoras de fonogramas. Torna-se possível então ouvir e imaginar aquilo que verteu da imaginação do criador, que é você. O rádio é a mais criativa das mídias porque não oferece nenhuma idéia acabada. A criação se completa na cabeça, no coração do ouvinte. O ouvinte participa da criação e por isso é mais fácil estimular alguém pelo o rádio do que por qualquer outra mídia.

4.2 - Vantagens e limitações
1. MAIS - diversão e entretenimento
MENOS - informação e cultura
2. Veículo de apelo popular, que pode atingir rapidamente grandes massas.
CAPITAIS E INTERIOR

3. VEÍCULO DE AÇÃO LOCAL.
VANTAGENS
1°- Fonte de entretenimento
-é um meio de entretenimento e diversão que o ouvinte tem à sua disposição a qualquer hora.
2°- Impacto - pelo uso da música e da sonoplastia reforça o efeito da palavra, dando maior impacto aos textos publicitários.
3°- Não absorve a atenção total - o ouvinte pode, ao mesmo tempo, executar outras tarefas.
4°- Maleabilidade - permite cancelar, trocar ou inserir a mensagem publicitária em poucas horas.
LIMIT AÇÕES
1°- Age exclusivamente pelo ouvido.
2°- É inadequado para a apresentação de temas complexos ou coisas técnicas que demandam explicações mais ou menos longas.
3°- A mensagem radiofônica vive apenas no momento em que está no ar. Ao contrário da imprensa não pode ser lida.
4°- É um veículo local.

TIPOS DE MENSAGENS PUBLICITÁRIAS PARA O RÁDIO
1°- Textos comerciais.
2°- Jingles e spots.
3°- Patrocínio de programas.
4°- Patrocínio de novelas.

4.3 - O papel do rádio nas estratégias de propaganda: a questão da mídia.
Grande ferramenta de venda, o rádio cresce a cada dia em tecnologia, popularidade, audiência, credibilidade e eficácia e continua mais vivo e mais forte do que nunca. Como veículo publicitário, nenhuma outra mídia oferece tanta segmentação agilidade e fidelidade do seu público.
Insubstituível há mais de cem anos, o rádio está em toda parte. Em cada dez famílias com automóveis, seis têm rádio no carro. Noventa e cinco por cento das residências têm pelo menos um rádio e quarenta por cento, um rádio-relógio. Ou seja, quase metade da população dorme, acorda e se locomove ouvindo rádio.
Nove em cada dez pessoas ouvem rádio. O rádio atinge mais que o dobro de consumidores que as revistas atingem em quinze dias e compete acirradamente com a televisão. No período da 06:00 às 18:00 horas, as pesquisas mostram que o rádio supera todos os outros meios de comunicação. Concluindo, o rádio é ouvido por nove entre dez consumidores das principais características de produtos.
Como em propaganda o que convence é a frequência, ou seja o número de vezes que a oferta é repetida, quanto mais tempo o consumidor ficar ligado numa mídia, mais chances ele terá de ouvir a uma mensagem publicitária várias vezes.
(Fonte: Ibope e Escritório do Rádio)

Re-emergência do Rádio: Por quê?
- Alcance;
- Freqüência;
- Meta;
- Proximidade às compras.

O Rádio Alcança todos os Lugares:
- Residências: 38%
- Carro: 40%
- Trabalho/outros: 22%Carro: 40%





A Necessidade de Freqüência:
- Falta de conscientização;
- Conscientização;
- Compreensão;
- Convicção;
- Ação.

Oportunidades:
- Transmissões especiais comerciais;
- Transmissão digital;
- Horários: Madrugadas, finais de semana.

Ameaças:
- Baixa renovação de audiência;
- Semelhança de programação;
- Interesses econômicos diversos.

4.4 - Dicas de criação para rádio
1°- Spot de rádio tem características bem marcantes. Escreva o texto para spot, lendo-o em voz alta e imaginando a sonoplastia. Não deixe que ela interfira demais abafando o que deve ser dito.
2°- Linguagem coloquial, em rádio, sempre funciona bem.
3°- Dá certo criar atmosfera. O spot que desperta a imaginação do ouvinte faz sucesso.
4°- O jingle sacrifica um pouco a frase verbal, dando força à frase musical. Perde-se alguma coisa da mensagem, mas ela pode ganhar em interesse, fixação, simpatia. O recado publicitário então se dá por envolvimento.
5°- Faça o teste: ouça o jingle duas ou três vezes antes da gravação definitiva. Depois saia, se distraia. Se de repente o ritmo voltar, se for capaz de repetir algum trecho, conseguiu: o jingle tem qualidade, vai pegar.
6°- Para calcular o tempo siga estas regras:
• 48 toques corridos correspondem a 3 segundos.
• Máximo de 8 linhas para texto corrido.
• Máximo de 7 linhas para texto interpretado.

Exemplo de texto publicitário
Título: O que você vai contar para seus netos? O que você deixou de fazer?
Texto:
Não há nada de mal em ficar velho um dia. Cabelos brancos têm lá seu charme. Ou podem ser tingidos. Mas não se pode tingir uma vida em branco.
Saia um pouco de casa. O lar, doce lar -como tudo o que e doce -enjoa. Vá mais longe que o de costume. Explore novos caminhos, suba montanhas, descubra cachoeiras, ouça o silêncio. Existem lugares incríveis onde simplesmente respirar fundo já é uma experiência que vale a pena.
Só não tente ser aventureiro com qualquer sapato. A maioria deles não nasceu para isso. Use Country Side Samello.
Macio resistente cano alto ou baixo e solado em borracha natural. Feito sob medida para agüentar as aventuras de um futuro ídolo dos netinhos.
E com um design tão bonito que nada impede que você se torne um ídolo desde já.
Calce um Country Side e saia sem rumo certo. Ou com rumo certo, desde que
pelo pior caminho. Prestando atenção nos pássaros, no céu, nas árvores, nas
montanhas. E, sempre é bom, nos buracos.
Logo: Samello
(Luis Toledo e Eugênio Mohalem)

4.5 - Elementos de dramatização radiofônica.
• Efeitos de sonoplastia -criam imagens, auxiliados pela imaginação do ouvinte. Ao contrário
de uma foto numa página impressa, o som está acontecendo naquele momento. Este é o segredo dramático do som. Alguns sons se identificam facilmente, outros não. Mas, com a complementação certa das palavras, qualquer som passa a ser tremendamente real.
Efeitos sonoros são utilizados em diálogos e também como acompanhamento de narração. No rádio, muitas estórias infantis têm sido narradas com auxílio deste fator dramático. Com as expectativas despertadas pelas palavras, um simples efeito sonoro pode funcionar como vinheta dramática.
• Música - é usada de várias maneiras. Sozinha entretém e distrai. Complementando, desperta e aproveita as profundas emoções do subconsciente. Na comunicação radiofônica, a música é usada junto a narração com maior freqüência do que nos diálogos. Ela acrescenta à narração uma nova dimensão dramática. A calibragem promocional de palavras e música esta exemplificada no jingle.
• Diálogo -ele envolve a audiência em calor humano. Melhor do que a narração, ele encoraja a identificação e desperta a emoção. Mas, drama totalmente dialogado, típico do teatro e do cinema, não serve para o rádio. Há a necessidade de complementações narrativas, enfatizando personagens e locais, identificando características.
Como toda forma de comunicação publicitária, as peças radiofônicas são criadas para atingir determinados objetivos comerciais. Ou seja, motivar e conquistar o consumidor-alvo. Bom, vamos a algumas definições:
- SPOT - texto publicitário para transmissão radiofônica. Dura 15, 30, 45 segundos. Ou acima de 1 minuto. Gravada em fita magnética, pode ter fundo musical ou efeitos sonoros, mas a força da mensagem está na palavra falada.
- JINGLE - mensagem publicitária em forma de música, geralmente simples e cativante, fácil de cantarolar e recordar. Criada e composta para a propaganda de uma determinada marca, produto, serviço, etc. Tem as mesmas durações do spot.
- TEXTO-FOGUETE - semelhante ao spot, tem curta duração - de 5 a 7 segundos - surge por meio de transmissões esportivas. Ex.: ...e passa longe da meta do goleiro alvinegro. 51 - uma boa idéia leva a outra. Caninha 51. -2 a O para São Paulo aqui no Morumbi.
- TRILHA MUSICAL - pode ser usada de fundo no spot. Mas seu forte está no uso do fundo de filmes publicitários, onde além de ter grande importância, auxilia a marcação das ações que ocorrem no vídeo.
Chega de definições e vamos ao que interessa. Como Criar para rádio? Lembra como um anúncio impresso é criado. Pois é. Para o rádio as características são as mesmas.
Mas atenção! A parte fonética é de extrema importância. Você tem que dar a fluência verbal. Ou seja, uma conversa real, com suas palavras e entonações. Aliás, as entonações são a vida que você dá a um texto radiofônico. O ritmo da fala, portanto, é essencial no texto. A palavra tem sons agradáveis, ou não. Leia em voz alta e fique atento para os cacófatos.
Ex: Em busca dela... Enquanto Adão colhia o café, Eva coava.
Cuidado também com as armadilhas da aliteração.
Ex: Tente falar "papa pra au-au". É ruim pra cachorro de falar e ouvir.

Falar, ouvir e compreender.
O spot deve empregar uma linguagem simples: tanto a nível de vocabulário como de sintaxe. Tudo porque no rádio o ouvinte ao contrário do leitor, não pode voltar atrás para tentar elucidar o sentido de uma palavra ou frase. Ele vai ouvindo e entendendo à medida em que o enunciado vi sendo dito. Exige sempre um esforço de compreensão do significado mais recente com o conjunto que já foi dito. Daí a necessidade de um desenvolvimento linear sem que isso represente a falta de originalidade ou criatividade.

O texto publicitário radiofônico desempenha 3 funções básicas:
1 - aumenta o número de ouvintes que prestam atenção, despertando o interesse dos distraídos.
2 - mantém esse estado de atenção nos que já estavam interessados.
3 - procura fixar o mais possível à memorização da mensagem, através de sua fácil compreensão, grande identificação de interesses e originalidade na exposição.
O spot pode ter ao fundo (em BG - que significa background) um acompanhamento musical que determina clima do enunciado, propiciando um ambiente favorável à assimilação da mensagem. Além de prestar a ela o ritmo e as nuanças de interpretação da locução.
Serve também para ajudar a distinguir um spot do outro ou da programação de rádio. Por isso, esta música precisa ter vida própria e ser completa na exata duração do tempo do spot.
Ao final, pode às vezes, transformar-se numa assinatura cantada, formando uma vinheta de grande identificação de marca.
É preciso cuidar, entretanto, para que o arranjo desta música tenha o ritmo adequado ao clima do spot e que sua instrumentação não tenha pontos de interferência no enunciado da locução.
Você certamente não é compositor-arranjador, por isso será difícil que algum dia crie um jingle completo. Assim, quando surgir a solicitação:
- coloque em texto tudo aquilo que você desejar que saia no jingle.
- especifique o tema e o tipo de música que você imagina adequada.
- procure uma produtora e tenha uma reunião de briefing com o maestro e o produtor. Eles provavelmente prepararão uma peça-piloto que servirá para você saber se está de acordo com a sua criação.
Ouviu? Ouviu mesmo? Então, vamos criar!

5.0 - ANEXOS
6.0 - Bibliografia

projeto 3

Inflexão Vocal



Observa-se inflexão vocal em todos os estilos de locução. A intensidade desta variação se dá de acordo com o segmento da emissora. Em princípio, locutores de emissoras populares tendem a usar inflexão vocal com maior freqüência. Entretanto, é preciso ficar claro que, em qualquer que seja a locução e qualquer que seja o segmento da emissora, a inflexão vocal deve estar presente, em maior ou menor grau.

Na prática, a inflexão vocal serve para “temperar” a locução. A linearidade da fala – muito comum em quem não trabalha com a voz – deve ser combatida com certas variações vocais durante a locução. Com o passar do tempo o locutor vai adquirindo uma “capacidade natural” de fazer inflexão na fala. Para os principiantes, o conhecimento desta variação vocal aliado à prática de alguns exercícios desenvolve uma boa inflexão vocal.


Exercícios de Inflexão


a) Sujei de manga a manga do meu paletó.
b) José Maria não nada nada.
c) A mulher do caixa da Caixa econômica perdeu sua caixa de jóias.
d) Maria casa em casa.
e) Leve o que é leve e deixe o que é pesado.
f) A parada militar está parada há uma hora.
g) Quebraram o banco do Banco do Brasil.
h) Como rápido como você.
i) Quando desço o morro de Mãe Luiza morro de medo.









Na frases abaixo, faça as devidas inflexões vocais não levando em consideração o contexto da informação.



FRASE 1 – Apesar de toda polêmica em torno da reeleição, o presidente Fernando Henrique Cardoso já anunciou que NÃO será mais candidato.


FRASE 2 – Apesar de toda polêmica em torno da reeleição, o presidente Fernando Henrique Cardoso JÁ ANUNCIOU que não será mais candidato.


FRASE 3 – Apesar de TODA polêmica em torno da reeleição, o presidente Fernando Henrique Cardoso já anunciou que não será mais candidato.


FRASE 4 – Apesar de toda polêmica em torno da reeleição, o presidente FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Já anunciou que não será mais candidato.

projeto 2 radio

Impostação Vocal




A voz determina a própria personalidade de quem fala. Quando estamos tristes, alegres, apressados, seguros, etc..., a primeira identificação deste comportamento é transmitida pela voz. Por que será que a voz reflete com tanta nitidez o que se passa no interior das pessoas? Desde o nosso aparecimento na terra até os dias atuais, adaptamos certas partes do nosso aparelho digestivo e certas partes do nosso aparelho respiratório para a fabricação da fala e construímos, assim, o nosso aparelho fonador. Nota-se, entretanto, que o aparelho fonador – embora exista para a fabricação da fala – é uma adaptação do nosso organismo, e qualquer problema de ordem física ou emocional será imediatamente revelado através da voz.
É exatamente ai que o locutor deve trabalhar uma correta impostação vocal. Ela deve ser efetivada para um maior envolvimento com o ouvinte. Na verdade chega a ser um aspecto subjetivo na locução. Em princípio, um ouvinte “comum” não desliga o rádio simplesmente porque “não gostou” de sua impostação. Uma má impostação não o envolve e ele, inconscientemente, acaba desligando o rádio ou mudando de estação.
Para trabalharmos uma correta impostação é preciso – antes de qualquer coisa – entendermos o correto conceito de impostação de voz para o rádio atual. A idéia de “mudar a voz”, ainda muito comum ao teatro (em função dos personagens), não é mais interessante para veículo rádio. Tempos atrás, só as “ grande vozes” trabalhavam no rádio. O que se faz hoje em relação à impostação é a correta colocação da voz ao microfone sem, necessariamente, “mudar a voz”. Mais importante que uma bela voz é comunicação.
Uma boa impostação vocal está intimamente ligada à pratica diária de locução e a uma certa doze de sensibilidade por parte do locutor. Pode-se, entretanto, valorizar certos aspectos da fala para aproximar-se de uma “impostação ideal”.








A velocidade da fala é fundamental para se efetivar uma boa impostação. Cada individuo tem um ritmo próprio, e isso tem de ser respeitado. Agora, se você está com as vogais bem colocadas, o risco da sua mensagem não ser entendida é bem menor. Cuidado para não ser nem muito lento nem muito rápido. Você pode ser lento o suficiente para ser entendido sem ser “para baixo”. Uma outra dica: tente pronunciar bem as vogais finais de cada palavra.




O pique

Felizmente quem está começando no rádio erra mais por excessos do que por desconhecimento técnico. Principiantes costumam confundir o que os radialistas chamam de pique por um “ritmo muito corrido”, às vezes se aproximando do grito. Tenha calma. Usando uma correta impostação vocal você poderá ser alegre, energético – sem exagerar no pique. O excesso de pique compromete não só sua locução como a comunicação, como um todo. Hoje, pode-se entender o termo “pique” como “rica inflexão vocal”.


Pontuação Gramatical X Pontuação Expressiva


Rádio é, antes de tudo, som. É onde se dá a valorização da oralidade. A pontuação gramatical existe no texto escrito. Mas quando falamos a pontuação que “aparece” é a expressiva (ver textos informativos da rádio). Os sinais do ponto (.), virgula (,), dois pontos (:), e ponto e virgula (;), entre outros, surgiram para tentar “traduzir” pontuações expressivas. Esta pontuação é usada, também, para a respiração do locutor. É uma pequena pausa que ajuda no entendimento do que está sendo dito. Procure definir, antecipadamente, onde será feita a pontuação expressiva. Para tanto leia sempre o texto antes de ir ao ar. É importante que o locutor saiba o que está lendo.


Trabalho de voz



Outra parte de extrema importância no rádio é o trabalho de voz. Ao contrário do que se possa imaginar, este exercício sistemático não consiste em “mudar” a voz do locutor. Tenta-se neutralizar excessos regionais, aproximando-se do que chamamos de “nacionalização da locução”. De uma forma meio involuntária, o rádio institucionalizou um modo de se falar ao microfone, neutralizando os sotaques de cada região. Genericamente, há pouca diferença entre, por exemplo, um locutor do Espírito Santo e um de Pernambuco, em se tratando de trabalho de voz.

Cuidado com as letras “D” e “T”.

Por exemplo: bom dia; a oficina de rádio acontecerá de 05 à 09 de maio; boa tarde;

Cuidado também para não trocar o som do “S” pelo som do “X”, algo muito comum no nordeste brasileiro.